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Campeões olímpicos condenam ocaso e desperdício no Engenhão

A busca pela sede olímpica fez com que o Rio de Janeiro reativasse o Engenhão para eventos de atletismo nesse domingo após 21 meses. Porém a postura adotada pelas autoridades neste período em que o estádio foi usado apenas pelo futebol não foi esquecido e mereceu duras críticas dos maiores alvos da campanha que visa convencer o mundo e trazer os Jogos Olímpicos de 2016 para o país: os atletas internacionais de ponta.

Dos quatro atuais campeões olímpicos que participaram do GP Rio de Atletismo, apenas a brasileira Maurren Higa Maggi evitou críticas contundentes ao abandono de eventos de atletismo no Engenhão. O local, que custou mais de R$ 380 milhões, não era utilizado pela modalidade desde os Jogos Pan-Americanos, em agosto de 2007, apesar de ser também o local das provas de atletismo nas Olimpíadas de 2016, caso a candidatura carioca vença.

Na passagem pelo Rio de Janeiro, o português Nelson Évora, campeão olímpico do salto triplo, elogiou o estádio do Engenhão, mas não disfarçou a surpresa ao saber que o local não foi utilizado nos últimos 21 meses para competições de atletismo. "Acho que deveria ser mais usado. É uma pista diferente, muito boa para os atletas e acho ruim que tenha ficado assim (sem usar)", comentou. "Todas as coisas boas têm de ser usadas. Não pode desperdiçar", completou.

Atual campeã mundial e olímpica do arremesso de peso, a neozelandesa Valerie Vili foi outra que se impressionou com o estádio, mas lamentou sua pouca utilização. "Disputei competições em vários países e este estádio é muito bom. É uma pena saber que não vem sendo aproveitado", disse a atleta, que venceu sua prova neste domingo e ainda competirá nos GPs de Uberlândia e Belém na próxima semana.

Acostumada a disputar grandes eventos, a norte-americana Grace Upshaw destacou que o Engenhão tem condição de receber uma Olimpíada, mas que não pode ficar tão tempo inativo para a modalidade. "É um estádio com boa pista, o clima no Brasil é perfeito, é um lindo lugar. A pista precisa ser usada pelos brasileiros", avaliou a atleta, que foi à final do salto em distância nas Olimpíadas de Pequim.

Vencedora da prova disputada por Grace Upshaw na China, Maurren Maggi foi mais política e evitou críticas. "É bom estar de volta. Demorou um pouco, mas também a pista continua boa", definiu a brasileira, que foi a atleta mais procurada pelo público durante o final de semana.

A direção do Botafogo, que administrará o local pelos próximos 19 anos, reconheceu que a ausência de eventos comprometeu a pista e prometeu que o Engenhão será mais usado pela modalidade. "Quando assumi no começo do ano, algumas coisas não estavam tão boas e precisamos de quatro meses para recolocar em ordem. Vamos trabalhar agora para trazer projetos para cá e incentivar o uso do Engenhão pela comunidade que mora no entorno do estádio", disse o presidente Maurício Assumpção.

Segundo o dirigente, há uma proposta de fazer um projeto em conjunto com o Ministério do Esporte. O diretor de esportes olímpicos do Botafogo, Miguel Ângelo da Luz, terá uma reunião nesta quarta-feira em Brasília para acertar os detalhes finais. "Estou otimista e será importante para todos", comentou Luz.

A mesma promessa foi utilizada pelo COB para explicar o "legado" do Pan, antes do início da competição em 2007. Para Assumpção, tal falha não se repetirá em sua gestão, já que também não acredita ser verídico o argumento que eventos de atletismo como lançamento de dardo, de disco ou arremesso de peso prejudiquem o gramado.

fonte: www.educacaofisica.com.br

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