terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Impasse na "Faixa da AGASA*"





Posse de Obama, o cessar fogo da Faixa de Gaza e a falta de diálogo dos políticos de Santo Antônio da Patrulha e Osório marcou a semana que passou.

O desavisado município de Santo Antônio da Patrulha (com um orçamento de 40 milhões de reais aproximadamente) declarou guerra ao município de Osório e tentará impedir a obra de saneamento do esgoto, que segundo os patrulhenses irá poluir a Lagoa dos Barros. Já Osório (com um orçamento de mais 100 milhões de reais) defende-se, alegando que o esgoto será tratado antes de ser escoado a esta lagoa que nos encanta com suas lendas e natureza exuberante. O prefeito osoriense, Romildo Bolzan, em resposta à visita do prefeito patrulhense, Daiçon Maciel, foi em missão de paz ao município-pai, na última sexta-feira, tentar explicar o projeto à lideranças da comunidade patrulhense. Os patrulhenses, famosos por serem hospitaleiros e criadores dos municípios vizinhos, não quiseram saber de explicações e atacaram Romildo e sua equipe de técnicos. Acuados e desrespeitados os mesmos foram embora mais cedo.
Osório, filho rico de Santo Antônio, corre o risco de ter suas obras interrompidas por futura ação judicial.

Pelos fatos ocorridos sexta-feira, parece que nossos políticos não se sensibilizaram com as palavras do novo Presidente Norte-americano e optaram pelo velho método da truculência política. Que mais objetiva angariar votos do que solucionar os problemas dos cidadãos. Em tempo de trégua na Faixa de Gaza e pela esperança de um mundo melhor depois da posse de Barak Obama. Que em seu discurso conciliatório com o mundo, alertou: “O mundo mudou e precisamos mudar com ele”. Convocando os cidadãos do mundo a serem diferentes e mais solidários. É inaceitável a incitação à guerra de alguns políticos patrulhense para resolver esse impasse na nossa região.

O Pai pobre prefere brigar com o filho rico, em vez de dialogar. Na minha opinião um erro político grave. Ao invés de atacar, porque não propor ao filho rico investimentos em conjunto para revitalizar a Lagoa dos Barros. Essa, coitada, sofre à anos pelos dois lados. Extração de areia, resíduos de indústria, invasão da orla com a construção de casas, puxadas d’água para irrigação de lavouras de arroz, impedindo que milhões de peixes se desenvolvam e sem falar no esgoto de muitas casas que vão direto a Lagoa.

Proponho aos dois Prefeitos que se reúnam novamente e que assumam o compromisso de cuidar da Lagoa dos Barros. Esqueçam as brigas do passado, consertem os erros do presente, para colherem bons frutos no futuro.

Não à guerra! Salvem a Lagoa dos Barros!
*AGASA - Açúcar Gaúcho SA: antiga indústria localizada entre os dois municípios citados no texto e às margens da Lagoa dos Barros.